Novidades, dicas culturais e uma pitada de audácia
Salve, povo do Tendo a Lua!
Nossa, a quanto tempo não paro para despejar aqui minhas tortas palavras. Mais uma vez, peço sinceras desculpas a vocês, meus três ou quatro leitores, que faça chuva ou sol estão dão sempre visitando este blog.
Durante esta ausência muita coisa aconteceu por aqui. Foram períodos muito intensos, com predominâncias de fúria, tristeza, melancolia e descrença, mas aos poucos o Sol volta a invadir a janela do meu quarto, mostrando que sempre após a tempestade hei de surgir um arco-íris... Mas deixemos isso de lado, pois nunca fiz desse blog uma espécie de "Big Brother do Neto" e nem pretendo fazer. Enfim, é vida que segue!
E para fazer seguir a vida, nada melhor do que conhecer mundos novos, buscar visões inovadoras e desvendar prazeres ainda ocultos. Qual seria a única forma politicamente correta e livre de censuras morais para isto? Elementar, meu caro, um Festival de Cinema!
Confesso que não grande estudioso do assunto, mas de uns tempos pra cá estou aprimorando minha banal veia de espectador de cinema. Pode ser fruto da "maturidade de meus 23 anos" esta busca por uma nova concepção cinematográfica ou até mesmo uma forma besta de buscar atalhos ao universo indie ou cult, mas o fato é que tudo isto vem acontecendo naturalmente, como todas as coisas boas da vida acontecem. Talvez eu me torne tão "chato" em relação a cinema como sou quando o assunto é música, mas acho que no fim, em ambos os casos, sempre estarei vencendo, pois como diria um sucesso oitentista do Ultraje a Rigor, "Indecente é você ter que ficar despido de cultura".
Nesse domingo estarei entre os amantes da sétima arte, contemplando o desfecho de mais uma grande obra de Quentin Tarantino: Kill Bill - Volume 2. Confesso que fico perplexo até hoje ao lembrar da primeira parte desta obra. Sem exageros, afirmo que Kill Bill é o divisor de águas de minha visão cinematográfica, tamanho encantamento, perplexidade e repúdio aos blockbusters banais que o mercado nos empurra goela abaixo que este épico despertou. Terei ainda a honra de, estatisticamente falando, estar entre os primeiros espectadores em sessões oficias a conferir este filme no Brasil, pois será apenas a segunda sessão deste filme ao público e este humlide blogueiro tem em mãos o ingresso número 1 desta sessão!
No próximo post pormeto comentar sobre este filme com mais detalhes, mas sem adiantar grandes detalhes, pois se fizesse isto estaria estragando a diversão dos dois de meus três ou quatro leitores que resolveram assistir ao filme seguindo minha recomendação. Aliás, recomendo a todos que estiverem pela Cidade Maravilhosa a conferirem pelo menos uma sessão deste vasto cardápio oferecido no Festival do Rio . Afinal, cinema mais do que nunca é uma grande diversão!
Calma aí!
Eu já contei novidades, dei minha dica cultural... onde está minha pitada de audácia?
Já que estarei penetrando no hall dos amantes e estudiosos da sétima arte, nada como um breve momento como crítico de cinema. Como todo bom crítico tem por pensamento inicial bombardear de todas as formas um filme que não seja de seu agrado, usarei como base um dos últimos filmes que assisti. Para isto, convoco o mais recente trabalho lançado em grande circuito de Larry Clark, outrora autor do polêmico e contestador Kids, fato este que por si só nos leva a ficar instigados a conferir novas obras deste cineasta que brilhantemente a tempos atrás nos trouxe algo de novo. Movido por tudo isto, vi seu último rebento, Ken Park.
Perdoe-me Larry Clark, perdoem-me camaradas indies e, sobre tudo, perdoem-me entusiastas do cinema alternativo, mas este filme nada tem de bom a oferecer a qualquer espectador de cinema, seja ele um mero espectador em busca de diversão ou alguém como este blogueiro aqui, curioso por novos conceitos cinematográficos. O filme é de baixo escalão, podendo ser comparado em certos momentos às piores pornochanchadas que o cinema tupiniquim já produziu. Caso queiram conhecer relatos verídicos do cotidiano de adolescentes do subúrbio americano continuem assistindo Kids ou ainda Diário de um adolescente, pois este filme, aguardado como a atualização de Kids, não possui conteúdo algum a oferecer.´
Finalizando, se preferem uma opinião de um crítico profissional e confiável, basta clicar aqui e conferir o texto do nobre colega sobre este filme. Para mim, antes mesmo de minhas tortas palavras, a imagem abaixo descreve tudo sobre este filme...
