Where is the love?

 

 

Já que é pra voltar em grande estilo, não podia deixar de sugerir um cd que muito me impressionou nestes últimos tempos. Trata-se de Elephunk, o último lançamento do grupo Black Eyed Peas. Se você, assim como eu, escuta por muito tempo quase que unicamente um ritmo musical, dispa seus ouvidos de preconceitos e entregue-se o som deste grupo.

 

Confesso que não sou daqueles que tem um dos ouvidos mais atentos a tendências musicais em variados segmentos, mas desde a primeira vez que escute o single de lançamento deste cd fiquei intrigado em conhecer por completo esta obra. Afinal, em uma época onde o rap fica caracterizado por letras ofensivas e recheadas de expressões de baixo escalão, salvando-se apenas pelo ritmo envolvente, um grupo que invade a cena perguntando por onde o amor em uma terra governada por um ser de idéias tão arcaicas desde já merece todo o meu respeito.

 

Poderia ser apenas mais uma tentativa mercantilista da agonizante indústria fonográfica, poderia ser apenas mais uma boa música perdida em um cd irregular ou até mesmo uma forma descarada de se aproveitar dos últimos tristes conflitos armados... Poderia, mas não é. Elephunk é uma pérola da atual cena pop. É um disco completo, com a proposta de seduzir, usando ritmo envolvente, um vocal feminino muitíssimo sensual, mas jamais apelativo, e letras interessantes, que alegram a alma sem precisar alienar sua mente.

 

É um cd que agrada a gregos e troianos. Por exemplo, se você curte rock vai identificar ali guitarras precisas e baixos cadenciados, elementos sempre utilizados de forma a somar sonoridades, nunca sendo apenas figurantes em meio a muitos efeitos eletrônicos e discotecagens incompreensíveis. Estes instrumentos estão ali, vivos, respeitados e pulsando, no momento certo e sem exageros. Você vai encontrar elementos da música latina, oriental e até mesmo citações à obra de nosso eterno maestro Tom Jobim. Estas descobertas surgirão naturalmente, basta deixar que a música te envolva, esquecendo todo aquele desgosto que o pop deixou em seus ouvidos na década de 90.

 

Se você ainda não escutou, corra atrás do prejuízo! Pegue este cd emprestado, ouça pela web, baixe no Kazaa, veja os clipes, compre ou peça de presente, mas não prive seus ouvidos e sua alma desse grato afago. Isso sem falar nos olhos, que com certeza ficaram perplexos com a belíssima loirinha do grupo... :-)

 

Renato Augusto

Chegou a hora de recomeçar

 

 

Salve, povo do Tendo a Lua!

 

A quanto tempo, hein? Confesso que já estava com saudades de deixar por aqui minhas mal traçadas linhas. Este último bimestre foi um período intenso na vida de toda a equipe do blog e infelizmente este humilde blog arcou com as conseqüências, ficando debaixo de sombra e água fresca, “trabalhando” como um funcionário público.

 

A humanidade não caminha mais com passos de formiga e sem vontade, como já dizia o grande Lulu. O tempo urge, cada vez mais. Cabe a nós absorver essa imensa gama de informações e responsabilidades e seguir buscando o que a vida pode oferecer de melhor. Essa busca é árdua, envolve sonhos, amores e ilusões, mas é ela que nos motiva, que nos faz querer chegar a um objetivo maior e seguir em frente. Nunca desista dela.

 

Como diria minha avó, não vou ficar aqui a chorar pitangas. É hora de varrer a poeira da sala, tirar aquele tomate mofado da geladeira, abrir as janelas e deixar o Sol entrar, anunciando o início de novos e, se Deus quiser, produtivos dias.

 

Avante, Tendo a Lua!

 

Renato Augusto




[ ver mensagens anteriores ]

Divulgue o seu blog!
Google

Visitante número: