Olá, amigos!
Estamos em junho, mês dos namorados!
Há um clima de romance no ar!
E, para aqueles que ainda não encontraram sua cara-metade, esses ares são mais do que propícios!
Às vezes, o amor pode estar mais perto do que se imagina. Quem sabe não será aquele(a) vizinho(a) em quem você nunca reparou direito? Ou aquele(a) colega de classe, escondido(a) atrás de um óculos fundo de garrafa?
Bem... felizmente, eu já encontrei a razão do meu viver, a estrela que me norteia, o sol que me aquece, a corda da minha caçamba...
Contudo, entre tantas coisas boas que o amor nos oferece, há uma que, mesmo sendo parte do jogo e prova irrefutável do sentimento, sempre dói muito: a saudade.
Tive que segurar essa barra no fim do ano passado, quando, depois de 6 anos de convívio ininterrupto, minha noiva foi para Belo Horizonte fazer o Curso de Formação de Oficiais da Aeronáutica. Foi dureza ter que amargar 3 meses de solidão. Foram os 90 dias mais longos da História... (pelo menos da minha!
). Mas, como poderão ver na foto a seguir (pela minha cara de bobo apaixonado), tudo acabou bem!
Hoje, já estamos morando juntos e com planos de nos casar até o fim do ano. A única coisa chata em se morar com uma tenente, é ter que bater continência toda vez que entro em casa... mas acho que posso me acostumar!
Bem... esse meu texto foi produzido numa noite muito triste, quando voltava do trabalho, durante aqueles 3 longos meses de solidão. Dedico-o, sem pieguice, a todos aqueles que acreditam no amor e, é claro, àquela que o inspirou: minha amada, Letícia!
A VOLTA – UMA CARTA PARA LETÍCIA
Hoje trabalhei até às 10:00h. da noite.
Não... nenhuma urgência profissional. Não houve essa necessidade.
Fi-lo mais por mim do que pela empresa.
Sentia o coração vazio e necessitava preenchê-lo, mesmo que fosse com trabalho.
Contudo, mesmo depois das dez, ao cruzar aquele portão de grades,
deixando para trás as dependências silenciosas do CPL... senti-me
profundamente só, sem destino, sem porto seguro...
Desejei que se fizesse sol e que já fosse, de novo, manhã.
E que eu estivesse chegando, ao invés de estar partindo.
Que distração maravilhosa seria ter mais 10 horas de trabalho...
Mas, não devo ser egoísta. Todos merecem descansar, inclusive eu.
Ao tomar o metrô, me misturo àqueles olhares profundos e cansados. Onde sou mais um.
E, entre secretárias, vendedores, estudantes e todo o tipo de gente...
Enxergo e posso sentir a mesma sede que eles.
Todos procuram voltar...
Desde a partida, pela manhã, o objetivo e deleite máximo é a volta.
Tenho mesmo a impressão de que a vida é uma eterna volta para casa e para aqueles que amamos.
Todos nós temos sempre a necessidade de voltar para algum lugar e para alguém.
Necessitamos nos identificar como parte integrante indispensável
ao bom funcionamento de alguma engrenagem... seja ela qual for.
Porque a maior tragédia pessoal é descobrir-se desnecessário.
Na verdade, o que narro, emana do medo.
Porque sinto em meu peito, ainda que timidamente, o prenúncio daquelas
terríveis e avassaladoras horas sem o perdão da sua presença.
Não quero voltar, porque não tenho pra onde.
O seu colo dista, agora, centenas de kilômetros de mim.
E, essa sentença me é muito dura.
Devem existir noites mais tristes do que essa ao redor do mundo.
Quem sabe, até no íntimo da moça que viaja ao meu lado.
Cada um sabe sobre a sua tristeza e conhece bem a sua dimensão.
A minha, não me é pequena. Mas, também, não se pode dizer tão grande.
O que, para mim, já é o suficiente e o bastante.
A louvável justificativa para a sua falta, não ameniza e nem encurta a minha
precipitação nesse abismo silencioso e infindável, que é a sua ausência.
Ao deixar o metrô, observo a cidade que adormece... e permito que
o vento frio desta noite invada as entradas do meu rosto e suavize os traços
que já se pretendem caóticos.
Se nesta noite não encontro motivação para voltar, por não poder voltar para você...
Então, peço que Deus se compadeça... e me faça voltar ao menos por mim.

Feliz Dia dos Namorados!!!
Robson Cassimiro